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Sala dos Professores:

Esse espaço está reservado para você, professor(a), pedagogo(a), que queira compartilhar seus projetos pedagógicos, planos de aula e tudo o mais que julgar importante colocar a disposição de seus colegas da rede municipal de ensino.

Para ver seu material publicado aqui basta enviar um e-mail com o título:  “Para o site da Semec”, contendo em anexo o arquivo para publicação. 

O endereço de e-mail se encontra no rodapé desta página.

 

Por hora disponibilizamos alguns artigos selecionados sobre a educação e os profissionais de ensino.

  QUASE CIÊNCIA ...

Às vezes subestimamos os conhecimentos de pessoas humildes, que por razões diversas não tiveram oportunidade de freqüentar regularmente a escola. Temos de entender que essas pessoas possuem uma cultura toda própria e conhecimentos práticos que não podemos desprezar, pois é com esse cabedal de conhecimentos que enfrentam e resolvem muitos problemas que surgem em suas vidas, muitas vezes de uma forma mais objetiva e rápida do que podemos imaginar.

A questão que apresentamos foi retirada do site www.baciadasalmas.com , e era a seguinte : como poderia um matuto ( caipira ) medir a altura de uma árvore sem derruba-la ?

O que a princípio parecia um problema de difícil solução foi resolvido de forma simples pela sabedoria popular. Vejamos como o maturo procedeu :

 

Passo 1 – O caipira dá as costas para a árvore que deseja medir e começa a andar de quatro, com as pernas esticadas, olhando sempre por entre as pernas para a árvore. 

 

Passo 2 – O matuto continua se afastando na mesma posição, até o momento em que consegue enxergar entre as pernas o topo da árvore. Aí ele pára. 

 

Passo 3 – Pronto ! Aí é só medir a distância entre ( B ), o lugar onde ele parou e ( A ), o pé do tronco da árvore. Essa distância é a altura estimada da árvore. 

ALÔ PROFESSORES! QUE TAL TRABALHAR O CONTEÚDO MEDIDAS DE COMPRIMENTO , EM MATEMÁTICA , DESSA FORMA DIVERTIDA E PRÁTICA? VAMOS LÁ ! 

 

  A guerra dos alfabetizadores

"Vós, investigadores, não deveis confiar em autores que, apenas pelo emprego da imaginação, se fazem intérpretes entre a natureza e o homem, mas somente naqueles que exercitaram seu intelecto com os resultados de experimentos."
Leonardo da Vinci


Antes mesmo de Francis Bacon, Da Vinci já mostrava o caminho da ciência experimental, cujos avanços mudaram a face da Terra. Alguns ramos da ciência embarcam em naves espaciais. Mas, entre nós, há educadores que, nessa matéria, continuam refestelados em seus uivantes carros de boi. As discussões sobre como alfabetizar uma criança ainda não seguiram os conselhos de Da Vinci: se há dúvidas, é preciso buscar os "resultados de experimentos". Os vôos da imaginação só cobrem a decolagem do processo científico. A aterrissagem é no solo do mundo real.

Circulam pelo menos quatro escolas de pensamento. Há uma que afirma ser a leitura um processo global. Aprende-se a ler frases inteiras, blocos de palavras. Ao lidar com um assunto palpitante, tudo dá certo. Esse é o método exaltado pelos gurus e adotado quase universalmente. Outra escola afirma que o melhor é metodicamente aprender sons e letras. É o método fônico, neto do velho bê-á-bá. Uma terceira seita fica entre as duas anteriores. Adota o processo fônico, mas acha necessário contar uma história interessante, em paralelo à tarefa mecânica de aprender a associar sons e garranchos no papel. Por último, há um grupo agnóstico, que afirma que, não importa o método, tudo depende do professor. Cada grupo cita seu guru favorito, e a discussão patina.

Como a capacidade de ler e entender é algo eminentemente mensurável, estamos falando de números. Por sorte, há números em abundância. Isso porque, como os Estados Unidos e a Inglaterra passaram por dilema semelhante, foi criado um Literacy Panel, encarregado de juntar todas as pesquisas sérias feitas sobre o tema (veja-se Diane McGuinness, O Ensino da Leitura, editora Artmed). Apareceram cerca de 100.000 artigos científicos. Passando o pente-fino, sobreviveram menos de quarenta. Pelas mesmas razões que não é necessário ser engenheiro automobilístico para ver quem chegou em primeiro numa corrida, podemos medir qual método alfabetiza melhor sem entender suas teorias.

Os resultados são bastante claros e se aplicam ao português – por ser também uma língua fonética. Nem uma só pesquisa confiável mostrou vantagens para o método global. A disputa foi entre variantes do método fônico. A combinação do fônico com uma contextualização ou enredo não mostrou bons resultados. Ao que parece, a historinha que acompanha o aprendizado de letras e sons desvia a atenção e consome tempo dos alunos. É melhor primeiro aprender a ler bem e depois dedicar-se a entender o que está escrito. Observou-se também que, quanto mais fraco o aluno, mais o método fônico traz vantagens. Tais resultados puseram uma pá de cal na controvérsia. Todos os países de Primeiro Mundo que haviam abandonado os métodos fônicos voltaram a adotá-los. Faz pouco, o ministro francês Gilles de Robien proibiu o global.

As pesquisas mostram vantagens sistemáticas para o fônico. Portanto, a hipótese dos agnósticos é negada. De fato, se o método fosse irrelevante, tais diferenças não existiriam. Mas os agnósticos podem ter alguma razão quando se comparam professores que não conhecem bem nem um método nem outro. Nesse caso, as comparações não mostram nada.

Em ciência não há conclusões definitivas ou finais. Mas, até que se refutem as conclusões do Literacy Panel, o que sabemos hoje nos obriga a aceitar a superioridade do método fônico. A sociedade brasileira tem o direito de fazer duas exigências aos que recebem salário (pago pelos contribuintes) para cuidar de alfabetização. Que superem suas cruzadas ideológicas e se ponham de acordo. Que para isso se valham dos princípios da ciência empírico-dedutiva, que, desde Bacon, todos os cientistas aceitam (ou seja, o que valida uma hipótese são experimentos, não os gritos de seus defensores).

Claudio de Moura Castro - Revista VEJA – 12 de março, 2008

 

  Motivação, A emoção de ser professor..

Alto verão. Dentro da sala de aula, a turma conta os minutos para sair. Suas mentes estão dominadas por imagens de sorvetes, bicicleta, a mangueira do jardim ou a piscina do clube, o desenho animado japonês do final da tarde. Aí, a professora começa a passar a lição de casa. Ou, simplesmente indica as páginas do livro de exercícios que devem ser preenchidas até o dia seguinte. A turma toda murcha na hora.


Surgem as opções:
 

1)Chegar em casa, almoçar e ir fazer a lição. Isso, lógico, se conseguir vencer a preguiça pós-refeição e o chamado da rua. Geralmente, não se consegue.

2)Ir se divertir, voltar à tardinha e fazer a lição. Isto é, depois do banho, que fica melhor para pensar. Aí vem a hora do jantar. Depois tem aquele programa legal na TV e... daqui a pouco, hora de ir para a cama.

3)A opção que escolhíamos quando criança: fazer tudo apressadamente no ônibus a caminho da escola ou na sala mesmo, naquele espaço de tempo que a professora leva para atravessar a sala e dizer "bom dia".


Não me lembro de ter tido um pensamento positivo a respeito do dever de casa, mas reconheço que ele me ensinou muito. E a principal lição, vinda do fato de que a escola obrigava os pais dos alunos a darem um visto na lição de casa, foi: se você quer falsificar uma assinatura, treine antes. Nada de rabiscar direto nocaderno, não vai colar.

Motivo e motivação - A verdade é que a tarefa de casa não precisa ser encarada assim por seus alunos. O primeiro passoé explicar a eles porque eles devem fazer a tarefa de casa. Eles precisam saber como aqueles exercícios irão trazer-lhes benefícios, a importância deles na sua educação. Essas razões incluem (mas não estão limitadas).


- Você estudará mais rapidamente para a prova e suas notas serão possivelmente maiores.

- Caso surja alguma dúvida, o professor poderá ajudá-lo no dia seguinte. Sem o dever de casa, a dúvida apareceria no dia da prova. Desagradável, para dizer o mínimo.

- Vai ajudá-lo a aprender a administrar o tempo, algo que você vai precisar na sua vida profissional.

- Vai aumentar seu poder de concentração e auto-disciplina.

- Vai ensiná-lo a trabalhar sozinho.

- Permite que o professor saiba exatamente como ele estádando suas aulas, e pode melhorá-las.

Caso seu aluno tenha uma atitude negativa em relação ao dever de casa, vai demorar mais para concluí-la. A atitude, a maneira como um estudante vê uma tarefa é responsável por 90% de seu esforço para completá-la. O que pode levar a um outro problema.

Ora, se seu aluno fica se debatendo horas para terminar uma tarefa de matemática, seus pais podem chegar à conclusão de que ele não leva jeito para matemática, ou que o ensino da escola é fraco.


Problemas domésticos
- Outro fator que pode prejudicar o andamento do estudo em casa é aquilo que cerca seu aluno. Existem inúmeras distrações, e o ambiente escolhido para trabalhar pode não ser o mais adequado. Veja a seguir algumas dicas para ajudá-lo a montar um pequeno escritório em sua casa.

- Tenha um local fixo somente para estudar. Este local, além de ser livre de interupções, ajuda a "programar" a mente do aluno: ele sabe que, toda a vez que for naquele canto, é hora de estudar. Isso faz com que o estudo se desenvolva mais rapidamente. Não é necessário destinar um cômodo da casa para isso - basta um cantinho especial, bem iluminado e arejado. De preferência, que não influa no resto da família. Por exemplo, a mesa da cozinha parece ser um local adequado, a não ser que seja disputado entre os livros do filho e a galinha que a mãe (ou o pai, sejamos atuais) está preparando para a canja de logo mais.

- O horário é tão importante quanto o local. Ajude-os a estabelecer uma rotina de estudos, escolhendo uma hora normalmente tranqüila e na qual eles rendem mais para dedicar aos estudos domésticos. E, algo que poucos sabem: se o estudo tem uma hora para começar, também deve ter uma hora para terminar.

Assim, eles administram melhor o tempo e acabam rendendo mais. E, na possibilidade de
o tempo não ser suficiente, pode-se dar mais cinco minutos para o fato. Não há má-vontade que não conceda cinco minutinhos. E, uma vez entretido com o exercício, são poucas as possibilidades de se olhar no relógio, facilitando assim o término da lição.

Também devem ser tomados cuidados com as distrações. Televisão e telefone, lógico, devem ser deixados de lado. Música pode ser liberada, dependendo do tipo de aluno.

Acordo de cavalheiros - O professor também pode ajudar seu aluno ao impor-se
certas regras de tarefa de casa. Se você fizer com que esses regulamentos sejam acordados com todos os professores, melhor. Veja:

- Passe uma quantidade de tarefa de casa semelhante todos os dias (por exemplo, cinco exercícios curtos) assim, seus alunos saberão sempre o que esperar e poderão se programar melhor.

- Passe menos (ou não passe) tarefa para casa às vésperas de provas de outras disciplinas.

- Indique diferentes materiais de pesquisa: vários livros, revistas, autores. Não há mal nenhum em permitir que, à medida que estuda, o aluno se identifique mais com determinado autor ou estilo. É uma maneira de despertar o prazer pela leitura.

- Se a quantidade deve permanecer mais ou menos constante, o mesmo não vale para a forma. Varie seus exercícios. Uma série de questões objetivas em um dia, uma pequena redação em outra. Dessa forma, você estará verificando o aprendizado (e a qualidade de suas aulas) de forma mais completa.

Brasílio Neto - Revista Profissão Mestre  -  http://www.profissaomestre.com.br/

 

 

 

 
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