|
Todos
os países do mundo possuem as suas lendas, os seus mitos, histórias e
heróis fantásticos, que formam o folclore mundial.
O nosso Brasil é
também muito rico nesse aspecto, possuindo um fabuloso folclore que
encanta pessoas de todas as idades.
E a nossa terra, Iguaba Grande, não
fica atrás, possuindo também as suas histórias para contar, as suas
lendas, as suas crendices, as suas tradições e costumes, os seus ditados
populares.
Neste espaço procuramos mostrar um pouco desse rico acervo do
imaginário popular iguabense. |
|
LENDAS
DE IGUABA GRANDE
(Adaptação
e texto de Roberto Jorge da Silva)
A
Lenda da Mãe-do-Ouro
Contam os moradores mais
antigos de Iguaba Grande que nos dias de tempestade, no meio dos relâmpagos,
trovões e chuva forte, era comum se ver cortar o céu escuro uma grande
bola de fogo, que saía dos grotões da Serra de Sapiatiba e ia estourar
na Ponta da Farinha, às margens da laguna de Araruama. Era a Mãe-do-Ouro
!
Conta ainda a lenda que
no lugar onde a bola de fogo explodia esparramavam-se muitas jóias e
pepitas de ouro. Mas, ai daquele que tentasse seguir a trajetória da bola
de fogo em busca do tesouro ! Ele era guardado pela Mãe-do-Ouro, uma
mulher belíssima, de cabelos longos e olhos azuis misteriosos, que
enfeitiçava os homens mais corajosos que se arriscavam atrás do ouro e
os levava para as águas mais profundas da Laguna de Araruama, de onde
nunca mais voltavam ...
O
cacique da Ilha de Santa Rita
Os
pescadores mais antigos de nossa cidade contam em suas animadas rodas de
conversa que há muito, muito tempo, quando só existiam as grandes canoas
de pesca tocadas a vela e remos , nos dias de fúria nas águas da laguna
de Araruama ,quando o vento forte e as ondas ameaçavam virar as embarcações
no meio das tempestades, surgia na ilha de Santa Rita , aquela pequena
ilha na frente do antigo Restaurante Bela Iguaba ,na Laguna de Araruama, a
figura de um cacique tupinambá que ficava agitando os braços para o alto
como se tentasse parar a tempestade. Dizem os pescadores que isso
realmente ocorria, pois os ventos e a chuva iam diminuindo, como se
obedecessem ao cacique. Os pescadores consideravam o velho índio como um
protetor.
|